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As mulheres não são um grupo de segunda categoria na Igreja, afirma o papa
Postado em 28/12/2017, às 15:39:02
 
Em seu pontificado, Papa Francisco quer que as mulheres tenham voz ativa na Igreja e assumam cargos até então conferidos apenas aos homens.

Em entrevista publicada pelo site Vatican Insider na última quarta-feira (20), a presidente do movimento dos Focolares, Maria Voce, disse acompanhar com entusiasmo esse apelo feito pelo papa a uma maior valorização da mulher na Igreja. Segundo ela, o pontífice quer impulsionar o reconhecimento da complementaridade que deve existir entre homem e mulher no seio da comunidade cristã. “Esta complementaridade é aquilo que está no coração do papa. E é de onde se reconhece que sem a presença do gênio feminino faltará algo à Igreja”, disse.

Ao longo de seu pontificado, o pontífice tem feito declarações corajosas que levam a Igreja à constatação de que já passou da hora de refletir mais concretamente sobre o papel da mulher da Igreja. Um tema que, durante muitos séculos, como se sabe, sequer foi tocado ou discutido. A própria Santa Teresa D’Avila, confrontando-se com a mentalidade da era renascentista, em um de seus escritos chega a queixar-se do fato da mulher não ser escutada pelo simples fato de ser mulher. Nem o Concílio Vaticano II, a mais aberta de todas as assembleias já convocadas pela Igreja, conseguiu trazer a questão para o debate. No período posterior ao CVII, Paulo VI começou a tratar do tema criando uma comissão de estudos sobre a mulher na sociedade e na Igreja. No entanto, é com João Paulo II na década de 80, que a mulher começa a ganhar mais espaço nos documentos de magistério - um exemplo disso foi a publicação da carta pastoral Mulieris dignitatem. Todavia, no concreto, ambos fizeram muito pouco para aumentar a presença delas na cúria romana, por exemplo. E é nessa parte que Francisco tem caminhado a passos largos.

Em muitas ocasiões, sobretudo em discursos dirigidos às religiosas, o papa tem destacado que em algumas realidades as mulheres já são protagonistas, mas lamenta o quanto elas são pouco notadas e exaltadas pela própria Igreja. Tais afirmações culminaram, inclusive, na criação de uma comissão de estudos para refletir se é viável ou não a instauração do diaconato feminino. A pesquisa se baseia em uma prática adotada pela Igreja primitiva que, segundo uma fonte histórica do século IV chamada Constituições Apostólicas, há a presença de um conselho de diaconisas que auxiliava os presbíteros. Cabia a elas a tarefa de preparar as moças para o batismo e de, por exemplo, atestar se haviam hematomas no corpo de uma mulher que alegasse ter sido violentada pelo marido em denúncia ao bispo local. O texto diz: “As diaconisas não abençoam e não cumprem nada feito pelos presbíteros e diáconos, mas vigiam as portas e ajudam os presbíteros durante o batismo das mulheres, por questão de decência”. Em outra fonte história chamada Panarion, também do século IVse destaca: “Existe na Igreja a ordem das diaconisas, mas elas não exercem funções sacerdotais”.

Mas os historiadores da comissão criada por Francisco, além de entrarem em contato com essas fontes, querem entender se isso poderia ser aplicado no presente. Se os estudos levarão ou não à constituição de um conselho de “diaconisas”, ainda é difícil saber. No entanto, uma coisa é certa: o pontífice quer tirar de uma vez por todas essa visão de que a mulher exerce um serviço de segunda categoria na comunidade cristã, sendo menos importante que os tantos serviços desempenhados pelos homens. A interpretação que o papa faz é que está na hora de enxergar a mulher como a portadora de uma “outra visão” que pode fazer um bem enorme à Igreja. “Para mim é muito importante a elaboração das decisões: não só a execução, mas também a elaboração, ou seja, que as mulheres, tanto consagradas como leigas, entrem na reflexão do processo e no debate”, refletiu Francisco em 2016.

 
 

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